Foi como se fosse hoje. O dia estava seco, soprava um vento cortante de sensação térmica beirando o 0° graus. Entardecia. Se via os últimos resquícios da luz solar por entre os prédios. Estava caminhando, sozinho, encolhido me protegendo do frio. Tinha em mãos um livro. Estava pensando longe, talvez em coisas que eu esqueci de fazer, ou simplesmente deixei para o próximo dia , e não conclui.Caminhando lentamente, e então avistei ela. Aquela menina pela qual eu não sabia o que falar quando avistava, aquela pela qual eu não sabia dizer o que sentia por ela. Mas estremeci. Um frio me tomou por inteiro, sentia as mãos quentes, mas o abdômen congelado. Ela se aproximava cada vez mais, e eu poderia ter todo o tempo do mundo , e nem assim , saberia o que dizer pra ela. Ela me viu. Sorriu brevemente, um sorriso sincero, e lindo. Não esbocei reação alguma,(pelo menos não percebi) apenas caminhei ao encontro dela.
-"oi como tu ta?" disse ela.
fiquei por silencio , 2 segundos talvez, na minha mente foram uma eternidade.Fiquei com medo de parecer um grande idiota na frente dela (e era a ultima coisa que ela pensava sobre mim).
-"dalhe, estou bem e voce guria? estava sumida hein!?!" respondi.quase como jogando as palavras de qualquer geito.
-"magina! voce que estava! olha so , esta com tempo agora? poderiamos tomar um café, conversar sobre os velhos tempos!"
Tive uma sensação boa. Talvez uma sensação de se auto-aquecer.
-"claro porque não ? " respondi co uma calma incrível.
Fomos ate uma cafeteria que tinha a mais ou menos 2 quadras de onde nos encontramos.Sentamos, pedimos capuccino ,ela largou sua bolsa, e alguns livros em cima da mesa, estava com uma aparência muito diferente, desde a ultima vez que nos encontramos.
Conversamos cerca de 2 horas. Realmente, não faltava assunto , ou nos deixava entediados aquela nossa conversa. Foi quando falei pra ela, que eu não sabia o que eu realmente sentia por ela, as vezes era uma coisa, as vezes outra. O frio na barriga era incontrolável. Foi quando ela disse:
-" Somos iguais então. Se voce não falasse isto, eu falaria. As vezes faço coisas apenas para testar a mim mesmo, se realmente estou sentindo algo. e estou."
Aquilo me deixou confuso. Por nenhum momento aquilo me soou com alegria. Apenas vi que , estávamos perto talvez de uma solução. Mentira. Logo ela me falou , que iria embora da cidade, disse que demoramos talvez demais para perceber o que existia entre a gente.
Aquela, foi a primeira vez que lidei com uma das maiores dores que existem. A saudade. E postei isto, talvez por medo de sentir novamente, já que ficarei um tempinho longe da minha namorada. So não quero lembrar de como é essa dor, porque lembro apenas de que eu não sabia o que fazer.
Amor não dói.O que dói, são as consequências dele.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Seguir.
Estive estes dias , pensando em algo que as vezes é dificil de conversar com alguem. Muitas pessoas preferem abafar , e tentar nao se preocupar com isso , mesmo sabendo que é inevitavel. Sim, a Morte. Perece que corre um arrepio na espinha quando voce pensa que em algum dia, voce vai perder uma pessoa que ama. Mas este post vou dedicar a uma historia, que eu mesmo vi, que se ocorreu com uma pessoa conhecida.
Era inverno de 2005 fazia 4 graus naquela manhã de quarta-feira. Estava eu descendo do onibus, indo para o colégio. Cheguei ao imenso portao principal, havia um grupo de meninas com ficharios nas maos que conversavam algo relacionado a alguma nova fofoca escolar. Eu estava ainda meio adaptando me ao dia, estava com muito sono. Avistei na entrada do segundo portao um amigo. Logo, cumprimentei-o e entrei me dirigindo a sala. Percebi que ele estava agitado, talvez meio apreencivel com algo. Cheguei na sala de aula, esperava a aula de matemática. E assim foi. Chegou o recreio. Logo quando desci as escadarias da escolo, avistei o mesmo amigo da entrada, desta vez sentado, e bem abatido.
- dai cara!- eu disse.
- e ae.-respondei ele com a voz baixa e sem muito animo.
-aconteceu alguma coisa?
- apenas fim de namoro carinha, so isso-respondeu.
Apos ele me contar toda a historia que aconteceu, percebi que realmente ele ainda gostava muito da garota. Nao me atrevi a mais detalhes, apenas tentei ajudar no seu problema. Mas, ele estava disposto a esquecer ela, mas usava um método estranho. Tipo um , "espero que morra!". Quando o assunto do seu relacionamento ficou mais fraco, ia puxar algum assunto sobre futebol, quando tocou o sinal. Fui para a sala de aula, ainda pensativo no problema do rapaz, pensando nao em ajuda-lo , mas em o que eu faria se fosse comigo...
Passou entao 1 semana, e eu estava no patio da escola com alguns amigos, quando aquele meu amigo apareceu, dizendo algo que ia embora da cidade. Ocorreu no grupo aquele sentimento de perda de um grande amigo , mas nada tão afetivo assim.
Poisé, ouve algo mais afetivo , quando 2 semanas apos sua saida da escola recebemos a noticia de que ele sofrera um acidente, e havia morrido. Parecia tao estranho, so assim , a gente percebeu a falta da presença dele. Talvez, isso uniu ainda mais o nosso grupo de amigos, de saber, que nao era por causa que éramos jovens que estavamos livre do fato de ter que partir daqui. Aquilo para mim , foi o maior ensinamento que ja tive. De saber valorizar nao so a pessoa, mas a presença dela, de saber que o ser humano é tao especial.
Termino , com uma frase de um amigo, que talvez seja meu hino de vida. " Valorizo tudo. Mas tudo que venha de uma pessoa, e que seja sincero. O que não podemos, é demorar pra perceber, o quanto as pessoas pode fazer falta."
Era inverno de 2005 fazia 4 graus naquela manhã de quarta-feira. Estava eu descendo do onibus, indo para o colégio. Cheguei ao imenso portao principal, havia um grupo de meninas com ficharios nas maos que conversavam algo relacionado a alguma nova fofoca escolar. Eu estava ainda meio adaptando me ao dia, estava com muito sono. Avistei na entrada do segundo portao um amigo. Logo, cumprimentei-o e entrei me dirigindo a sala. Percebi que ele estava agitado, talvez meio apreencivel com algo. Cheguei na sala de aula, esperava a aula de matemática. E assim foi. Chegou o recreio. Logo quando desci as escadarias da escolo, avistei o mesmo amigo da entrada, desta vez sentado, e bem abatido.
- dai cara!- eu disse.
- e ae.-respondei ele com a voz baixa e sem muito animo.
-aconteceu alguma coisa?
- apenas fim de namoro carinha, so isso-respondeu.
Apos ele me contar toda a historia que aconteceu, percebi que realmente ele ainda gostava muito da garota. Nao me atrevi a mais detalhes, apenas tentei ajudar no seu problema. Mas, ele estava disposto a esquecer ela, mas usava um método estranho. Tipo um , "espero que morra!". Quando o assunto do seu relacionamento ficou mais fraco, ia puxar algum assunto sobre futebol, quando tocou o sinal. Fui para a sala de aula, ainda pensativo no problema do rapaz, pensando nao em ajuda-lo , mas em o que eu faria se fosse comigo...
Passou entao 1 semana, e eu estava no patio da escola com alguns amigos, quando aquele meu amigo apareceu, dizendo algo que ia embora da cidade. Ocorreu no grupo aquele sentimento de perda de um grande amigo , mas nada tão afetivo assim.
Poisé, ouve algo mais afetivo , quando 2 semanas apos sua saida da escola recebemos a noticia de que ele sofrera um acidente, e havia morrido. Parecia tao estranho, so assim , a gente percebeu a falta da presença dele. Talvez, isso uniu ainda mais o nosso grupo de amigos, de saber, que nao era por causa que éramos jovens que estavamos livre do fato de ter que partir daqui. Aquilo para mim , foi o maior ensinamento que ja tive. De saber valorizar nao so a pessoa, mas a presença dela, de saber que o ser humano é tao especial.
Termino , com uma frase de um amigo, que talvez seja meu hino de vida. " Valorizo tudo. Mas tudo que venha de uma pessoa, e que seja sincero. O que não podemos, é demorar pra perceber, o quanto as pessoas pode fazer falta."
quinta-feira, 1 de julho de 2010
em outros dias.
Nao sei definir tempo. As vezes eu nem percebo que ele existe, apenas me dou por conta quando cometo um erro muito grave. Mas estou sem tempo, e aqui agora, se voçe acha que eu mudei, isso é mentira. Simplismente estou sem tempo pra nada, bem eu que sempre estava com tempo sobrando, agora me encontro em uma rotida diferente. A rotina é, que todo dia, eu nao sei qual vai ser.Nunca esqueço de nada, e sempre sei o que esta se passando em algum lugar que eu freguentava , e hoje nao mais. Nao fujo de nada tambem. Mas realmente, precisava deste tempinho assim, deixar pra outro dia o que eu custumava fazer sempre. A 1 mes atras meus post do blog estavam sempre prntos, fazia quando tinha tempo. Hoje nao mais, simplismente abro o blog e escrevo o que esta em minha mente. E é dificil, porque quase sempre, nao tem nada. Nao sou de planejar nada, por que , se algo sai errado, vou culpar meu mal planejamento.Se eu nao planejar, nao vou me culpar, vou resolver.
Enfim, dias novos sempre chegam, e é quando eles parecem tao iguais, que algo inesperado acontece.Esteja sempre pronto para mudar.
Enfim, dias novos sempre chegam, e é quando eles parecem tao iguais, que algo inesperado acontece.Esteja sempre pronto para mudar.
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